sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

... até que eu resolvi mexer de novo!

Garota hiper-ativa que sou, não sei ficar quieta. Um dia, eu cismei que meu cabelo estava muito escuro. Joguei descolorante para abrir e ia pintar de vermelho novamente. Não sei porque eu cismei com isso, mais especificamente com descolorante, porque eu nunca precisei descolorir para pintar de vermelho. Meu cabelo natural é castanho médio e sempre pegou fácil o vermelho. Acho que é como Leila diz: “você perdeu a noção do vermelho”.

Ainda com o descolorante na cabeça, conversando com meu amigo Edu lá em casa, passou um comercial da novela Cobras & Lagartos (2006), em que Carolina Dieckmann fazia a Leona, totally blond.

- Du, como será que eu fico loira?
- Deixa de arte, mulher!

Deixei o descolorante umas duas horas no cabelo. A cabeça já estava queimando. O cabelo ficou amarelo, com uns reflexos laranja ... meu, ficou uma coisa horrenda!! Foi horrível.

O pior: em quatro dias, eu ia apresentar o Prêmio Petrobras de Jornalismo de 2006. Gente, eu só tinha duas opções: 1 – pintar de preto. 2 – pintar de vermelho e ficar com o cabelo laranja.

Resultado:





Gente, eu passei os dias até o prêmio com uma touca de crochê (daquelas que a galera ‘regueira’ gosta de usar) para ninguém ver. Quando eu cheguei no salão para me arrumar, pense no fecho!!!! Joe não parava de rir. Cheguei no Teatro Atheneu em cima da hora. A abertura foi assim: o teatro todo escuro, apenas um canhão de luz no púlpito para os apresentadores. Da coxia, apresentei Pedro; Pedro entrou e me anunciou. Só que Pedro já me apresentou rindo. Quando eu entrei, só deu cabelo. A platéia, formada por coleguinhas jornalistas, entrou em alvoroço, todo mundo gritando “uau”, “demais”, “arrasou!”.

Quando todos se acalmaram e eu ia começar a falar, Edinah Mary, repórter fotográfica, grita lá do meio “Arrasou, Elis!”. Todo mundo caiu na risada (e eu também). Ai, foi muito massa.

Luciano, eu, Pedro e Leila ao final do Prêmio Petrobras de Jornalismo, em 2006



p.s: em homenagem a Rebeca, que adora minhas histórias de cabelo!



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cabelo, pra que te quero?

Gente, eu adoro mexer no cabelo. Pintar, cortar, alisar, cachear ... Muitas vezes, faço algumas presepadas que meu cabeleireiro, Joe, fica com vontade de me matar. Mas, depois de quase perder meus cabelos, ando mais comportada.

Pinto o cabelo de vermelho há muitos anos, acho que desde 1998. Depois que uma cabeleireira detonou com meu cabelo com uma porcaria de um amaciamento (minha colação de grau quase foi um desastre), não quis mais saber de química. Mas acabei descobrindo o prazer da tintura e eu mesma pinto.

Um dia, resolvi abrir umas mechas douradas no cabelo. Como era um procedimento avançado, procurei Joe, que é simplesmente o melhor cabeleireiro do mundo (estou com ele há uns dez anos, eu acho). Ele fez uma parada chamada strong, que são umas mechas fininhas. Parece com luzes, mas não é; as mechas são mais largas e são feitas no cabelo todo.

Isso foi em 2005. Lembro que reclamei um pouco, porque as mechas ficaram finas, muito discretas.

- Mulher, vai ficar MUITO fechoso
- Ah, Joe, o que é que tem?
- Mulher, você vai ficar com esse cabelo todos os dias, não é só num evento, num fim de semana ...
- Ah, Joe ...
- Não, bicha, fechar demais cansa! Vai ficar parecendo uma lamparina!

Mas, teimosa que sou, saí do salão, comprei um descolorante e fiz as mechas na largura como queria. Ficou uma coisa muito doida! Meu cabelo ficou com umas cinco cores! Só que, como eu deixei o descolorante mais tempo do que devia (ok, admito, fiz merda mesmo), o cabelo ressecou que parecia esponja de aço nas pontas.
No dia seguinte, voltei no salão. Depois de levar um sermão por ter detonado com meu cabelo (“isso não são mechas, são manchas!!!”), Joe, que é super-ultra-hiper-maxi maravilhoso, deu uma hidratação pancada e fez um corte belíssimo, que acabou salvando meu lindo cabelinho.





E todos foram felizes para sempre ...


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

BC Inc lança assessoria de moda e estilo

A Baby Class* Inc. lançou, no último dia 14 [junho de 2009], seu novo serviço. Depois da Barracos e Cia e das estampas para camisetas, chegou ao mercado a BC Style Assessoria de Moda e Estilo. O serviço foi lançado na casa da jornalista Luciane Dias, que aprovou a idéia. "Nossa, foi demais. E eu achava que não tinha roupa que prestasse", disse a jornalista.

O trabalho da BC Style, executado pelas jornalistas Elisângela Valença e Leila Soares, consiste em orientações para montar produções, desde a escolha de roupas aos acessórios e maquiagem. “A gente vai à casa do cliente e vê tudo que possui. A partir disso, montamos produções para trabalho, passeio na praia, balada, compras no supermercado”, explica Leila. “Arrumamos o guarda-roupa, separando peças que devem ficar e que devem ir embora. Tudo que o cliente se desfaz é doado a pessoas carentes”, acrescentou.

“Nosso trabalho não fica apenas nas roupas. Também assessoramos o cliente quanto a comésticos, arrumação do escritório, da despensa, da cozinha. Estilo não está apenas no vestir, mas também na organização da casa, no trato com as pessoas”, disse Elisângela. No caso de Luciane, a BC Style invadiu também o banheiro e a gaveta de remédios. “Quando separamos os cosméticos, percebemos o quanto Luciane desperdiça dinheiro, comprando um monte de coisa sem saber a exata utilização e sua real necessidade”, explicou Elisângela, acrescentando que Luciane não está sozinha. “Muita gente compra produtos sem saber para que serve. Compra um creme antirrugas para quem tem mais de 40 anos de idade, quando tem apenas 30 e nem tem sinais leves de envelhecimento. Dinheiro perdido, fora o risco de causar danos à pele”, disse.

Uma dificuldade do trabalho é o apego às coisas por parte do cliente. "As pessoas se apegam a determinadas peças por acharem bonitas. Mas é necessário que se compreenda a necessidade daquela peça. Ela combina com outras coisas? Está em bom estado? Quando foi a última vez que usei? São perguntas essenciais", disse Leila. "Se tem mais de um mês que você não usa determinada peça de roupa é hora de repensar a presença dela em sua vida. A exceção são as peças de inverno quando se está no verão. E olhe lá", acrescentou Elisângela.

Cada look criado é registrado em foto, que fica com o cliente para consultas em casos de dúvida. A equipe ainda tira dúvidas e dá diversas orientações para que o cliente faça excelentes compras dali para frente.

Após a intervenção da BC Style, Luciane, compradora quase compulsiva, vai sentir diferença no bolso. “Apesar de termos enchido uma mala média de roupas para doação, o guarda-roupa de Luciane está bem recheado. Como ela teve sorte de ter muitas peças versáteis e lindas, ela não vai se preocupar em comprar roupas para trabalhar por uns dois meses e para sair por uns quatro”, disse Leila. “Foram duas sacolas de supermercado só de cosméticos descartados. Uma de produtos que não servem para ela e outra de produtos fora da validade. Ainda assim, ela não vai se preocupar com xampu, hidratante, perfumes e coisas do tipo por um bom tempo”, acrescentou Elisângela. "Nem quero imaginar a quantidade de dinheiro desperdiçada. Eu poderia ter uma caderneta de poupança maior ou já poderia ter ido à Europa até", disse Luciane.

O trabalho durou quase oito horas (começou às 15h30 e foi até às 23h) e contou com participação especial da jornalista Janaina Cruz. Mas a BC Style ainda vai voltar para o tutorial de maquiagem e finalizar com a lista de compras de Luciane. “Nós listamos tudo que a pessoa precisa comprar, como nova maquiagem, alguns acessórios para completar o visual, novas peças, e definimos o que é urgente e o pode ficar para outro momento”, disse Leila. “Assim, a pessoa se organiza, não se enforca em dívidas e não desperdiça dinheiro, comprando apenas o que precisa e vai realmente usar”, finalizou Elisângela.

Confira alguns looks criados pela BC Style para Luciane Dias. E se você precisa de assessoria de moda e estilo para organizar seu guarda-roupa, seu escritório, orientar o figurino e o comportamento dos funcionários de sua empresa, entre em contato.



Este macaquito estava perdido dentro do guarda-roupa



Tem um robe de seda bem bonito? Bota uma legging, uma sapatilha, um cintão e se joga no escritório, bela!



Olha o que um simples (e belíssimo) colar faz!



São só uma calça jeans escura e uma camiseta preta. Jogou uns acessórios e tchan-ran!



Olha que trabalho bonito!



Tá calor? Joga uma saia!



Vamos dar uma voltinha na orla no fim da tarde?

*Baby Class foi como minha turma foi batizada pelos veteranos quando entramos no curso de Jornalismo, na Universidade Federal de Sergipe, em 1996. Só porque éramos novinhos, não bebíamos, não fumávamos. Hoje já não somos mais novinhos , mas continuamos sem beber e sem fumar. ;)


Como tudo começou ...

Intimidade é uma merda. Intimidade te dá liberdade de se meter na vida do outro. O importante é (tentar) não perder o respeito. E isso, anos de amizade ensinam. A amizade de verdade ensina a se meter na vida do outro no momento certo e no espaço certo.

Foi o que aconteceu em junho de 2009, quando eu e amiga Leila resolvemos fazer uma intervenção no guarda-roupa de nossa amiga Luciane. Mas foi para o bem dela. Não que ela fosse um desastre, mas era um talento pouco aproveitado. Uma mulher belíssima, na linha gostosona e usando roupas que cabem três dela dentro.

Fomos lá, derrubamos o guarda-roupa, jogamos algumas roupas fora, colocamos outras para doação e ensinamos como ela poderia se produzir, combinando tudo que ela tinha. Show de bola. Confira aqui o ‘release’ do nosso trabalho. Como a intenção não era publicar, as fotos não estão lá essas coisas.


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