sexta-feira, 8 de abril de 2011

Impala SPFW - Verde militar

Que o militarismo é a tendência da coleção SPFW, da Impala, a gente já sabe. E uma coisa que você pode ter certeza é que as cores são lindas!



Apesar dos vários verdes militar que existem por aí, achei este o mais bonito. Ele é mais sóbrio, mais charmoso ... lindo!



E você já se inscreveu no sorteio desta coleção? Corre que é até domingo!


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Feliz Dia do Jornalista



quarta-feira, 6 de abril de 2011

E as coleções outono/inverno chegam a Aracaju

As apreciadoras de esmaltes aracajuanas, depois de “babar” nos blogs com as coleções de inverno das marcas nacionais, já podem correr paras as lojas e comprá-las.


Em um giro rápido no centro comercial e no shopping, pude perceber que já podemos contar com as cores “invernísticas” da Impala e Risqué.

Mas para mim a “super” novidade foi ver os craquelados da Big Universo finalmente chegando às lojas.

Impala



A coleção totalmente inspirada no militarismo a Impala SPFW já pode ser encontrada nas Americanas (num kit) ou separada (Ello Cosméticos e Lojão dos Cosméticos).

E tem sorteio dela aqui no blog! Vai lá e participa!

Risqué



A coleção assinada pela modelo Isabeli Fontana já pode ser comprada nas Americanas, Boutique das Unhas (Shopping Jardins), Ello Cosméticos (centro). Mas quem conseguir achar a cor Azulcrination, por favor, nos avise pois eu rodei as lojas e não consegui encontrá-la.

Craquelados



Uma das novas tendências a dos esmaltes craquelados já podia se encontrada em Aracaju há um tempinho. A Boutique das Unhas já contava com algumas cores da Rivka, mas o preço (não vou mentir, não vou negar, não vou mentir pra te agradar) é salgado, R$16 o frasco.

Por isso admito, quando vi a coleção dos craquelados da Big Universo na Cosméticos Center (Calçadão da João Pessoa) meu olhinhos brilharam. O “super” frasco de 15,5 ml da BU está sendo vendido a R$5,40.

O único senão de tudo isso é: quando a gente pensa que finalmente está afinada com os lançamentos do eixo Rio/São Paulo, as marcas lançam mais novidades, como Colorama e Risqué.


Colorama

Risqué


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Trabalhadores da TV Sergipe paralisam atividades e telejornal não vai ao ar

Funcionários denunciam política de retirada de direitos, perseguição e humilhação imposta pelo atual diretor presidente da afiliada da Rede Globo. Sergipanos tiveram que assistir ao “Bom Dia Pernambuco”

Quem ligou seu televisor para assistir ao telejornal “Bom Dia Sergipe”, na manhã desta segunda-feira (4/4), tomou um susto ao ver em seu lugar o programa “Bom Dia Pernambuco”. A mudança na grade de programação da afiliada da Rede Globo em Sergipe se deu às pressas, para cobrir o buraco gerado com a paralisação dos trabalhadores da emissora.

A ação, coordenada pelos sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas e com apoio da CUT, CTB, outros sindicatos e parlamentares, contou com a adesão quase que total do pessoal de produção e dos jornalistas e radialistas da emissora. Na porta da empresa, de braços cruzados, os trabalhadores pediam em uníssono a saída do atual diretor presidente da empresa, Paulo Siqueira, responsável por implementar uma política de “enxugamento” na emissora tocada com demissões em massa – 42 já foram demitidos ou pediram para sair por pressão, corte de gratificações, não pagamento de diárias, imposição de banco de horas, perseguição a dirigentes sindicais e assédio moral.

“Não restou alternativa aos funcionários senão a paralisação. A situação, com o senhor Paulo Siqueira impondo a sua política de terror contra os trabalhadores, tornou-se insustentável. Tentamos, por diversas vezes, o diálogo com a empresa no sentido de contornar essa situação, mas sem resultado prático. Agora, com a paralisação, os donos da emissora sentiram que o negócio é sério e resolveram dialogar para buscar uma solução”, explica o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, George Washington Silva.

Fernando Cabral, presidente do Sindicato dos Radialistas, lembra que desde julho do ano passado, os sindicatos vinham alertando para a política de perseguição e massacre aos trabalhadores da TV Sergipe implementada pelo diretor presidente Paulo Siqueira.

“Ele é um gestor autoritário, que fez um estrago na afiliada da Rede Globo do Piauí e quer fazer o mesmo aqui. Ele mostrou que não tem compromisso nem com os trabalhadores e nem mesmo com os sergipanos e sua cultura, a ponto de mandar cortar a programação que a emissora tinha de apoio às quadrilhas juninas e ao São João do Estado. Esta aí a resposta dos trabalhadores, e isso é só o começo”, enfatizou Cabral.

O corte na cobertura da emissora para o São João da terra e para o tradicional concurso de quadrilhas juninas levou vários artistas e quadrilheiros à porta da empresa para apoiar o ato dos jornalistas e radialistas.

Reunião emergencial

A paralisação da programação matutina da TV Sergipe, fato inédito ao longo dos 40 anos da emissora, obrigou a vinda, às pressas, dos seus dois acionistas majoritários, o ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal Albano Franco (PSDB) e Lourdes Franco, à sede da empresa para uma reunião de emergência com uma comissão formada por representantes dos trabalhadores e dos seus sindicatos. Ricardo Franco, filho de Albano, também participou da reunião.

Após várias rodadas de discussão, dos sindicatos colocarem a pauta de reivindicação dos trabalhadores e de funcionários da emissora exporem, sob promessa de que não seriam perseguidos, os vários problemas surgidos à partir da gestão de Paulo Siqueira, Albano e Lourdes Franco pediram dez dias para buscar uma solução para a crise.

“Mas a permanência do senhor Paulo Siqueira está fora de negociação. Ou ele deixa a emissora ou não haverá entendimento. Essa é a reivindicação principal a ser atendida”, ressalta Washington, do Sindijor.

“Ficou claro que os trabalhadores não querem esse gestor e que a permanência dele só irá agravar a crise. É fora Paulo Siqueira!”, completou Cabral.

Para Albano Franco, o caminho para contornar a crise está aberto. “Penso que dez dias são bastante razoáveis para que a gente possa dar uma resposta satisfatória e solucionar essa questão de vez. Vou discutir isso com a outra acionista da empresa e juntos devemos apresentar uma resposta que atenda às reivindicações dos funcionários e dos sindicatos”, se comprometeu Franco.

Logo após o acordo firmado, a comissão de negociação deixou a sala de reuniões na sede da emissora e seguiu para o portão de entrada, onde os trabalhadores aguardavam o desfecho das negociações. Em assembleia rápida, os funcionários aceitaram o que ficou acordado na reunião e retornaram ao trabalho.

Fotos: Cléverton Ribeiro

Fonte: Sindijor-SE


sábado, 2 de abril de 2011

“Liberto permanece o pensamento”

Esta frase é de um samba-enredo da escola de samba Porto da Pedra. É o samba-enredo “Preto e branco em cores”, de 2007, que fala sobre escravidão. Um amigo meu está usando no MSN há alguns dias o seguinte trecho “Liberto permanece o pensamento / Ele foi o meu alento / Quando o corpo foi prisão”. Por isso que estou aqui escrevendo.

Hoje vivi uma situação que há muito não vivia. Quer dizer, há muito não me deixava abater por situações como essa. Desde que aprendi o que é auto-estima e respeito próprio que tiro de letra qualquer situação vexatória, boto no bolso qualquer um que venha me tirar por menos. Mas, hoje, não sei o que aconteceu, esqueci de ligar as defesas. Ou é a TPM. Deve ser porque esqueço que a cada nove pessoas legais e maduras existe uma sem noção o suficiente para estragar seu dia. Ou porque estou num momento revival da adolescência e a insegurança daquela época aproveitou a porta aberta.

Redescobri minha paixão por pedalar. Até meus 17 anos de idade, vivia de bicicleta pra cima e pra baixo. Até a adolescência, com meu irmão e a molecada do bairro e, na adolescência, com minha amiga Daniela. A gente “batia as sete freguesias”, como dizia minha avó. Quando entrei na faculdade, encostei minha bicicleta. O percurso até lá era perigoso para ser feito pedalando e eu e Dani já não tínhamos mais a mesma rotina para manter os passeios de bike (a amizade continua até hoje, graças a Deus). Aí veio estágio, trabalho, comprei um carro e não me lembro a última vez que pedalei (fora a maldita bicicleta ergométrica na academia).

Mas reencontrei minha paixão. Voltei a pedalar. Ainda estou no nível ‘bicicleteira de final de semana’ e de alguns dias de manhã que consigo acordar mais cedo. Como quero adotar a bike como meio de transporte (como sempre usei na adolescência), resolvi comprar uma bicicleta melhor. Mas o dia resolveu não sorrir para mim.

Na loja, quando perguntei pelas bicicletas dobráveis, o rapaz parou no meio da loja, botou a mão na cintura e falou bem alto “ah, mas elas tem limite de peso”, tipo “não é bike de gordo”. Neste momento, todo mundo parou o que estava fazendo para olhar para mim. Acho que até o rádio da loja parou. Continuei o diálogo:

- Eu sei disso (já tinha pesquisado sobre a bike). Qual o limite desta bicicleta?

- É de 113kg (e fez uma cara de tristeza tipo ‘vamos ver outra’)

- Eu não peso isso.

- É porque eu tenho que perguntar, né, não sei quanto você pesa ...

Eu sei que era uma informação que ele precisava me dar, mas não precisava ser desse jeito sem noção. Eu não peso 113kg e me senti mal com a situação, se eu realmente pesasse mais que 113kg, não sei como reagiria. Eu ia comprar as duas bicicletas, a dobrável e a comum, fora cestinha, umas ferramentas que faltam no meu kit, alforje, e saí de mãos vazias. O que foi até bom para enxugar as lágrimas porque não agüentei chegar em casa. As lágrimas saíam sem controle. E eu nem queria chorar.

Eu me senti como me sentia na adolescência quando chegava à academia. Todo mundo olhando, como se eu não pertencesse àquele mundo, como se academia e bicicleta só pertencessem aos magros. Uma vez até ouvi de um mané “aê, gordinha, veio ficar magrinha!”. Ao que prontamente respondi “não, seu pai gosta de mim assim” (foi quando aprendi a revidar). Todo mundo enche o saco do gordo, que é para emagrecer e tal. Mas se o gordo vai cuidar da saúde, é recebido nos ambientes com chacota, com cara feia, risinhos cínicos, desleixo. Numa academia, o professor nem fez aquela entrevistazinha básica (faz atividade física, quanto tempo parada ...) e me largou na esteira por uma hora num ritmo acelerado. Uma hora porque me dispus a ficar lá este tempo e, como eu sabia mexer no equipamento, reduzi o ritmo. E ele só veio falar comigo porque passei por ele quando estava indo embora.

- Já vai? A gente não acabou ainda!

- Acabou sim.

- Está cansada, né?

- De ser feita de idiota? Sim

É difícil enfrentar o mundo. Por mais forte que a gente seja, alguém sempre acha um flanco aberto. Mas “Liberto permanece o pensamento / Ele foi o meu alento / Quando o corpo foi prisão”. Vou comprar minha bike em outra loja.


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